Lá fomos nós...o mais rapidamente possível para estamos no primeiro minuto da hora das visitas!
A minha mãe estava triste porque era mais uma coisinha que aparecia sem garantir que a febre passaria! Estava de facto desanimada;) tentei que ela se levantasse e fosse dar uma voltinha, mas não queria! estava focada naqueles pensamentos porque sentia que o problema poderia ter outra fonte nomeadamente na "costura" da zona do recto, que lhe tinha começado a doer!
No fundo queria perguntar a alguém, mas a minha mãe dizia que não o fizesse! mas tinha vontade!
Quinta-feira, dia em que disse que não mais voltava ao hospital, não perguntaria mais nada a ninguém ,e em que odiei profundamente o sistema! Fiz um dia de pausa, mas depois, voltei no sábado , no domingo, ontem e hoje. Não consegui deixar de ir visitar a minha mãe, mas fiquei calada durante todos estes dias e não perguntei nada, com a excepção de hoje!
Hoje um sininho soprou-me ao ouvido que deveria continuar a querer saber e a fazer as perguntas! era importante!
A medo (sim medo não é tipo o medo de morte...talvez mais receio!ou talvez não sei o quê - tipo um querer mas ao mesmo tempo não querer falar ) abordei uma enfermeira que nomeou a enfermeira responsável e me acrescentou que o médico estaria por lá também! A enfermeira saiu e disse que a melhor pessoa para falar do assunto era o médico que estava mesmo ali ao lado, mandou-me entrar e eu fiz-lhe grosso modo as questões em que tinha pensado. Nomeadamente se a minha mãe seria operada amanhã, disse-me que não talvez no dia seguinte (não quero ser pessimista mas com a greve...não sei se será). Perguntei ainda depois de tirada a malfada ponta do catéter (sim porque é na ponta que poderá estar o problema) quanto tempo mais terá a minha mãe de ficar...24h foi a resposta e "óptimo" a minha! Assim escusamos de esperar todo o dia amanhã ou stressar a minha mãe a perguntar sobre a operação...
Nestes "entretantos" a minha mãe foi com as enfermeiras ver as costuras e se estava tudo bem, aparentemente está, mas a minha mãe sente-se perturbada com um corrimento vaginal que tem. Deram-lhe pensos e disseram-lhe que era normal...mas não a sinto tranquilizada! e é isto que não a está a deixar descansar!
No decorrer da tarde também passou a psicóloga que tentou explicar à minha mãe que a situação era um mal menor, mas a minha mãe mostrou-se irredutível!
Depois foi a minha vez de conversar com a psicóloga, após os acontecimentos acumulados até quinta, tinha necessidade de saber se não estava a ficar louca, e que a minha ansiedade não era fora do normal...não, não estou nem a ficar louca nem demasiado ansiosa! Ainda bem que pudemos falar deu-me tranquilidade e serenidade para poder estar ser mais e melhor com a minha mãe!obrigada!
Não sou muito de abraços nem abracinhos, mas agora apetece-me dar abracinhos a todas as pessoas que acho que me estão a fazer bem e isso terei de ser sincera aprendi-o na Sala das lupas .
A enfermaria hoje esteve um bocadinho triste, persistiu um sentimento de perda em termos físicos e emocionais. Físicos obviamente por causa da doença, das dores e por aí; emocional pela dificuldade, compreensível, que as pessoas tem em aceitar a necessidade de dependerem de outros, nem que seja temporariamente! Descreveram momentos em que preparavam a casa para receber os familiares e falavam como se não mais o voltassem a conseguir fazer. Tentei dizer que voltariam a esses tempos mas teriam de esperar para ficar boas ...mas pouco consegui!Tentei também dizer que numas alturas ajudamos nós os outros noutras são os outros que nos ajudam...e a bola vai girando assim!
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