sexta-feira, 21 de junho de 2013

um dos dias e a semana que lhe seguiu - 15 de Junho de 2013 - a 2ª decisão terapêutica

Os tratamentos da minha mãe terminaram no final de Março, no dia 15 de Abril tivemos a reunião de decisão terapêutica, data esquisita - a minha tia (a irmã da minha mãe que também tinha um cancro colo-rectal a qual tinha sido feita uma amputação abdomino-perineal) tinha sido operada, mas basicamente tinha sido aberta e fechada. Fui para a reunião com um papel com as perguntas que me pareceram pertinentes baseadas nos resultados do TAC e ressonância anteriores aos tratamentos de quimio e radio, queria saber se os órgãos que estavam em planos de contacto estavam limpos, queria saber se existiam metástases, queria saber se as adenopatias na gordura rectal tinham diminuído ..algumas coloquei outras nem por isso pois quase nos expulsavam da sala, sem sequer ter conseguido abrir o papel que trazia! Foram-nos referidos alguns aspectos recordando  o facto de terem referido que a minha mãe iria ficar com uma colostomia definitiva  tenho ideia de ela ter ficado indignada atendendo ao referido na primeira decisão terapêutica. Foi também referido que seríamos contactadas a partir de dia 9 de maio para a cirurgia.  Em pé quase a pegar na mala referi que sabia que eles não tinham culpa - mas tinha um tio que tinha morrido à um ano e uma tia que havia sido aberta e fechada naquele dia e era natural que quiséssemos perceber o que se passava. Nesse momento existiu uma pequena paragem e perguntaram se algum dos casos era no intestino e eu disse que sim e anotaram algo sobre esse assunto.  No decorrer deste breve contacto a uma altura ouço falar que existe uma plano de clivagem com a bacia...e como as coisas corriam repentinamente e o tempo para processar - não era! Fez-me confusão o facto de falarem em "bacia" mas como eu tinha perguntado pelo útero, pelo duodeno e não me lembrava de nada na bacia...mas sabia que a minha mãe andava com dores na zona do cóccix, confesso que fiquei muito confusa e apreensiva! 

Fomos  encaminhadas para a assistente social, mas depois de falarmos um bocadinho, relatando o sucedido na mini-reunião, referimos que não tínhamos tido tempo de processar a informação e que quase não tivemos tempo de perguntar o que fosse e mais do que uma assistente social precisávamos de alguém que nos traduzisse de certo modo a informação passada!

Nessa semana e apreensiva com a questão da bacia que tomei como sendo os ossos ilíacos telefonei para os secretariados da quimio e radio, porque achei que poderia esclarecer este assunto com alguma das médicas que acompanhou a minha mãe, fiz vários telefonemas até que apenas na quinta me telefona a dra. Maria José Pacheco a perguntar quais eram afinais as minhas dúvidas e eu referi-lhe que estava preocupada porque os médicos tinham falado na bacia, mas antes a minha mãe não tinha nada na bacia e não percebia o que se estava a passar. E ela assegurou-me que o exame que a minha mãe tinha feito era bastante exaustivo e que estava tudo bem e o cancro tinha regredido e que bacia era a zona e não os ossos em concreto. Uma coisa aparentemente tão fácil de tranquilizar e que foi tão custosa de perguntar/esclarecer!

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