Ora 6 de junho...
Chega a minha mãe ao hospital em jejum vai dar entrada no internamento, segue para fazer análises, passa também pela imagiologia e diz que vai ser operada, entretanto vai a uma consulta da quimioterapia posteriormente dirige-se para fazer o eletrocardiograma. Como passa do meio dia dizem-lhe para ir comer algo ao internamento, quando chega ao internamento dizem-lhe do nada que afinal não vai ser operada! A minha mãe primeiro não deve ter percebido e pergunta porquê e dizem-lhe que não vai ser operada porque não fez o TAC.
(Entretanto a história do TAC: tínhamos ideia que existia um TAC marcado, mas achamos estranho no decorrer da semana não a terem chamado para fazer o exame. Fiquei mais uma vez apreensiva e telefonei a perguntar como era do TAC entre vários telefonemas é-me referido que o TAC precisa de autorização da direcção, penso que na terça-feira, porque existe muita gente a precisar do mesmo e eu referi que a minha mãe ia ser operada na sexta e segundo constava precisava desse mesmo TAC. Entretanto a minha mãe telefona-me e sem respostas diz que já não quer saber de nada, eu também extremamente arreliada, por ter de ser tudo quase que arrancado por o processo não fluir resolvo telefonar para a Liga Portuguesa contra o Cancro de Coimbra e expus a minha situação, inclusivamente referi que não sabia como era com outros doentes mas achava o processo um caos completo. Aconselham-me a ligar para o gabinete do utente do IPO e tentar obter ajuda e alguém que me possa encaminha melhor.Telefono, explico a situação, farta de telefonemas e sem conseguir resolver nada e a não perceber minimamente como funciona o sistema peço que me ajudem a perceber o que se passa com o TAC da minha mãe, a meio da tarde dizem-me que o TAC foi autorizado e tudo está a caminhar como deveria...fico descansada e telefono à minha mãe!)
Entretanto como a culpa era do TAC tratava de perceber-se o que tinha acontecido com o TAC que não estava no sistema.
Entretanto deviam ser cerca das 14h estava ao telefone com minha mãe pois trabalho em Lisboa e dizia-lhe para não sair do hospital e para tentar falar com alguém da administração e que não saísse do hospital enquanto alguém lhe explicasse o que tinha acontecido. Vendo a minha mãe a chorar e em desespero resolvo sair do trabalho (Lisboa) e ir ter com a minha mãe a Coimbra. Entretanto o meu irmão estava com a minha mãe e eu cheguei, furiosos obviamente com a situação e falta de consideração. Antes de eu chegar a minha mãe e o meu irmão estiveram no gabinete de apoio a tentar obter respostas, tendo unicamente conseguido obter respostas da Dra. Mariela médica da quimio, que achou que a proatividade da minha mãe teria desencadeado a desmarcação do TAC e nenhum esclarecimento da cirurgia.
Entretanto chego mesmo a tempo de subirmos para falar com a diretora clinica do hospital, à qual relatamos os acontecimentos do dia e outros tantos que o antecederam.
Tenta-nos esclarecer pedindo desculpas que a desmarcação da operação se deveu a infelizes coincidências nomeadamente a falta de camas por causa de um doente que não tinha tido alta. Relativamente a outros assuntos abordados, nomeadamente a questão das decisões terapêuticas estarem a ser realizadas em moldes diferentes, reconhece também a falta de comunicação em todo o processo. Outro dos assuntos abordados foi a questão do acesso aos exames, apesar de ainda não ter sido referido no dia 15 de abril solicitamos cópias do processo para que pudéssemos ter alguma margem de manobra e obter informação fora do hospital. Sobre este assunto foi-nos referido que quase todos os doentes do hospital fazem o mesmo e que não conseguem dar seguimento a todas as solicitações. Assegurou-nos também que a cirurgia realizar-se-ia dentro de 8 dias dia 14 de Junho.
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