quarta-feira, 10 de julho de 2013

10 de Julho - mini-aventura no Centro de Saúde


Hoje, tal como havia sido marcado na segunda-feira, dirigimo-nos ao centro de Saúde para desinfectar/ tratar do penso que ainda persiste na região abdominal. O tratamento tinha ficado agendado para as 11.45. Chegamos, esperamos e a minha mãe andava no corredor de um lado para o outro uma vez que lhe é desconfortável sentar-se por grandes períodos. Entretanto fomos chamadas para nos dizerem que existia um tratamento que iria durar um pouco mais, ao que respondi que da nossa parte tudo bem mas que a minha mãe não aguenta estar muito tempo em pé e muito menos sentada e perguntei: se por acaso não existia uma cama ou um local em que pudesse repousar. A enfermeira stressada disse que estava complicado que tinha uma senhora a sentir-se mal (que eu por acaso vi sentada num banquinho num dos gabinetes anteriores, portanto não ocupando a “cama”/maca) tinha outra que tinha um produto a atuar e não podia fazer nada. Além disso, o SOS era do outro lado e a minha mãe não podia ir para lá sem vigilância e se fosse iria dar-lhe trabalho a ela que teria de andar de um lado para o outro.
Compreendi a situação, mas não fiquei obviamente satisfeita porque sei perfeitamente que a minha mãe não se queixa em vão e, sei que ela se esforça ao máximo (abusando até por vezes) por superar as dificuldades que lhe limitam a vida, situação que a deixa frustrada. Assim após um tempo de espera, a minha mãe deitou-se ao longo das cadeiras na sala de espera e então, achei a situação desajustada e fui falar novamente com a enfermeira que me relatou novamente as dificuldades que estava a ter e que a minha mãe teria que fazer um esforço porque era bom para ela, andar em pé e sentar-se- Respondi-lhe que isso já ela fazia em casa e que estava ali para ser tratada e não para se esforçar porque isso ia fazendo ao ritmo dela em casa. A enfermeira acedeu aos meus argumentos e chamou a minha mãe, voltou novamente com os argumentos e reforçou novamente que a minha mãe tinha de se esforçar. Entretanto disse que podíamos ter telefonado, nós respondemos que não o fizemos uma vez que a enfermeira de segunda-feira havia escolhido o horário que era suposto ter menos actividade! Assim desta vez marcou para sexta por volta das 8h…por nós tudo bem, desde que tenhamos as condições que minimizem o sofrimento da minha mãe! Sou a primeira a estimular a minha mãe para que sente, para que ande mas também a primeira a defendê-la e a lutar quando vejo que se encontra em esforço!


Concluindo, deduzo que os Centros de Saúde são sítios onde as pessoas vão para se esforçarem porque parece que as pessoas que aparentemente se queixam gostam de cultivar situações que lhes limitam o quotidiano só porque sim! Enfim…

Estas situações por si só não são nada de extraordinário, mas a realidade é que começo a ficar extremamente cansada de ter de andar sempre a "lutar" para ter o que seria o mínimo porque não pedi nenhuma situação de excepção só pedia que a minha mãe estivesse relativamente confortável e não tivesse de ser confrontada com esforços que não fazem sentido e não são necessários e, aos quais acrescem as deslocações e todo o stress associado!

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