Hoje foi um dia duro para a minha mãe, além de estar a digerir a informação pesada da qual não se pode livrar, teve de suportar as dores das agulhas a picarem-na para lhe retirarem o liquido que o TAC ia acusando. A olho era sangue, todavia aguardam-se noticias dos exames efectuados e mais notícias sobre a evolução da situação.
Não queria deixar de dizer mas terei de elogiar o olhar atento do médico que viu no fim-de-semana, antes da alta, o facto de ter tomado atenção à situação da minha mãe e, a ter alertado para o facto de eventualmente ter de ser operada localmente para perceber o que se passava na região, o que terá dado azo à TAC solicitada/realizada no dia 2 de Julho; elogiar também a agilidade e rapidez com que médica da oncologia tratou de avançar com a resolução do problema que persistia tendo estabelecido o contato com a cirurgia no próprio dia (uma vez que a consulta estava marcada para dia 22 de Julho); e por fim à médica da cirurgia que atendeu a minha mãe no próprio dia, nas consultas não programadas, tendo autorizado o internamento ontem e espoletado a TAC com drenagem efectuada hoje. Tudo isto porque a minha mãe terá de iniciar quimioterapia e para isso é preciso resolver a situação que se encontra pendente.
Entretanto hoje fui marcar uma eventual reunião com a directora clínica queremos saber quais as possibilidades, se podemos fazer diferença na escolha da quimioterapia ou ainda qual a abertura do hospital para conciliar a quimio com outros tratamentos, participação em estudos ou o que seja para o qual possamos contribuir!!
Hoje recebi imensas mensagens de apoio e telefonemas, apesar de palavras é importante saber que existe gente a torcer por nós...e se quisermos um abraço ou uma palavra amiga, ela existe! obrigada a todos pela disponibilidade, amabilidade, ajuda e encorajamento! Partilhar ajuda a aliviar;)
Não é fácil, lágrima aqui lágrima ali ainda estamos com a informação em estado de congestão, não foi digerida e ainda entope! O tempo há-de ajudar! A minha mãe pelo cansaço, pela situação mostra sinais de desistência, ainda não assumiu de todo a nova informação. Ela e nós. Entretanto falei com o meu irmão, no meio de tudo parece-me que a atitude dele se revelou um bem maior no meio do mal...sinto que agora podemos contar com ele e que ele finalmente entende a situação! O meu pai, achamos por bem não lhe contar ( a decisão foi da minha mãe e do meu irmão) , ele é muito frágil e muito emotivo, a existência dele depende da minha mãe ! Sem ela deixa de existir vamos simplificar a informação!
A fazer: reunir forças, reunir informação pertinente e, motivar a minha mãe - a Dianinha é uma das chaves, este fim-de-semana se conseguir levantar-se e andar estará com ela.
Basicamente como dizia numa mensagem todos temos a vida a prazo, depois vem as estatísticas, estas valem o que valem e não passam de percentagens ( que ás vezes podem ser fintadas) por isso ao que temos vamos tentar acrescentar o melhor que pudermos, do melhor modo que soubermos!
Sem comentários:
Enviar um comentário